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	<title>Unitário Universalismo Brasil</title>
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		<title>Unitário Universalismo Brasil</title>
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		<title>É Primavera</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 16:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Estações]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>
		<category><![CDATA[William Blake]]></category>

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		<description><![CDATA[O Verde Que Ecoa O Sol se eleva E os céus alegra; À Primavera, o carrilhão Badala sua saudação. O tordo e a cotovia, No arbusto, em cantoria, Soam por todo lugar Com sinos a badalar, Enquanto brincamos à toa Por sobre o Verde que Ecoa. Com cabelos brancos, João Sorri, desprezando atenção; Sentado sob [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=38&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Verde Que Ecoa</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><em>O Sol se eleva</em></p>
<p><em>E os céus alegra;</em></p>
<p><em>À Primavera, o carrilhão</em></p>
<p><em>Badala sua saudação.</em></p>
<p><em>O tordo e a cotovia,</em></p>
<p><em>No arbusto, em cantoria,</em></p>
<p><em>Soam por todo lugar</em></p>
<p><em>Com sinos a badalar,</em></p>
<p><em>Enquanto brincamos à toa</em></p>
<p><em>Por sobre o Verde que Ecoa.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Com cabelos brancos, João</em></p>
<p><em>Sorri, desprezando atenção;</em></p>
<p><em>Sentado sob o carvalho</em></p>
<p><em>Em meio aos velhos grisalhos</em></p>
<p><em>Que, às nossas folias, ridentes,</em></p>
<p><em>Dizem imediatamente:</em></p>
<p><em>“Eram assim nossas folias</em></p>
<p><em>Quando, meninos e meninas,</em></p>
<p><em>Éramos vistos à toa</em></p>
<p><em>Por sobre o Verde Que Ecoa.”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Até que os meninos, cansados,</em></p>
<p><em>Não mais podem ser alegrados;</em></p>
<p><em>O sol aos poucos se apaga</em></p>
<p><em>E nossa brincadeira acaba.</em></p>
<p><em>Nos colos de nossas mães,</em></p>
<p><em>Vários irmãos e irmãs</em></p>
<p><em>São como aves aninhadas</em></p>
<p><em>Que ao sono são preparadas.</em></p>
<p><em>Folia não mais acontece</em></p>
<p><em>Por sobre o Verde que escurece.</em></p>
<p>William Blake, Canções da Inocência</p>
<p>Tradução de Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho</p>
<p><strong>É Primavera</strong></p>
<p>Desde que começamos nossas reuniões, que assumimos nossos compromissos com o unitário-universalismo, tenho por mim a idéia de que para trazer para nossa terra esse jeito de ver a religiosidade e a espiritualidade, devemos ter um olhar introspectivo. Mais que olhar para como as coisas são feitas por nossos irmãos em outras partes do mundo, precisamos desenvolver nossa própria maneira de celebrar a vida.</p>
<p>Nessa tônica, criamos o hábito de celebrar as entradas das estações. Neste ano já falamos do outono e do inverno, com suas características e congruências com nossas vidas. É chegada a Primavera, e outra vez é tempo de celebrar o início de um novo ciclo.</p>
<p>Gosto bastante do poema de Blake, escolhido para a abertura de nossos trabalhos por rememorar um pouco do sentido dessa nova estação. Na primeira estrofe vemos o resplendor da Natureza despertando. Os cantos dos pássaros, qual sinos nas torres das igrejas, anunciam o novo tempo. Tempo de fartura e regogizo.</p>
<p>Sinto que essa é uma das imagens mais fortes que a Primavera tem para mim. Sempre imagino campos floridos, adoro a fantasia de kilometros sem fim de flores ainda úmidas com as gotas do orvalho. Flores amarelas, vermelhas, violetas, enfim. E o som de uma orquestra de pássaros pequenos – quisera eu saber-lhes os nomes – toma os ares em sinfonias tão belas que nos atém como que por magia.</p>
<p>Na segunda estrofe, a imagem é a de anciãos que repousam sob os carvalhos da vida, a observar as novas gerações em sua plenitude a brincar, correr e pular por entre o verde que abunda. Ao vê-los os anciãos reeditam memórias da própria juventude, constatando que há uma ordem nas coisas da vida.</p>
<p>Cada um de nós tem a oportunidade de viver esse Verde que Ecoa. Sentir a força da nova vida que ecoa por entre nossos corpos. A força que nos move para o desenvolvimento, para a plenitude. Como brotos e botões, começamos a nos abrir para um novo mundo de possibilidade e realizações. Como os anciãos e os carvalhos, chegará o dia de observarmos as novas gerações tomando nossos lugares, para então nos reconhecermos com nostalgia em suas risadas na lembrança do que já fomos.</p>
<p>A última parte nos mostra o fim do dia, com o sol que vagarosamente se põe. As crianças que corriam agora se aninham para dormir. Fala também dos garotos que cresceram e cujo tempo de folias há muito terminou. Para mim, a idéia é de que a Primavera da vida é como o dia que tem seu fim sabido de antemão. Ao ver o sol mover-se no céu sabemos que o fim do dia se aproxima e que devemos aproveitar enquanto o calor ainda alimenta nossas folias.</p>
<p>A Primavera é um tempo de muita energia. A vida abunda em todos os sentidos. É o tempo do nascimento. Sinto que o elemento fogo, do sol que volta a brilhar e alimenta nossas vidas retorna depois de um inverno de introspecção. Sinto que o elemento água, escasso no seco inverno, começa a retornar e trazer de volta as emoções que nos preenchem, junto às chuvas que parcimoniosas no inverno devem refrescar-nos em breve.</p>
<p>Senhores, aproveitem esse novo momento. Parem para sentir o cheiro das flores e ouvir o canto dos pássaros. Aproveitem para sentir a brisa úmida que cobre os campos com orvalho. Nessa primavera retomemos o contato com nossa natureza. Percebamos o quanto ainda podemos correr e sorrir por entre os campos.</p>
<p>Que seja uma boa Primavera para todos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=38&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Temor</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2009 17:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Influenza]]></category>
		<category><![CDATA[Maravilhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Temor]]></category>

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		<description><![CDATA[Para todos os lugares que eu olho nos últimos dias, tudo o que se vê é a gripe. Para todos os lugares que eu olho nos últimos dias, tudo o que se vê é a gripe. Faça isso, faça aqui-lo, em hipótese alguma faça aquilo outro. Ouvimos no rádio entrevistas e mais entrevistas o espe-cialista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=36&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para todos os lugares que eu olho nos últimos dias, tudo o que se vê é a gripe. Para todos os lugares que eu olho nos últimos dias, tudo o que se vê é a gripe. Faça isso, faça aqui-lo, em hipótese alguma faça aquilo outro. Ouvimos no rádio entrevistas e mais entrevistas o espe-cialista da semana nos dizendo ora que o vírus não é tão mal como se pinta, ora dizendo que muito pelo contrário. Eu estou confuso.</p>
<p> No local onde trabalho uma série de medidas estão sendo tomadas para evitar que as pessoas fiquem doentes. Medidas de desinfecção e higiene “recomendadas” por fontes confiáveis visam garantir a segurança de todos que freqüentam o lugar. Por toda a cidade, quiçá do país, o retorno às aulas está sendo postergado e empresas enviam funcionários com “sintomas suspeitos” de volta para casa. Um grande temor parece ter nos tomado de assalto. Não é o temor de ficar doente. É o temor da morte.</p>
<p>A possibilidade da extinção do viver sempre foi uma força motivadora considerável em nossa espé-cie. Principalmente quando o agente de nosso fim é algo que não pode ser visto. Algo que está além de nosso débil controle.</p>
<p>Sempre fui curioso por essa palavra, temor. Mais que medo, receio ou alarme, temor parece evocar algo bastante específico. Há um sentimento de reverência e respeito implícito na palavra temor. Respeitamos o poder desse microscópico a-ser (que não está vivo, mas que também não é inerte) que pode nos exterminar. Não sei se seria apropriado dizer isso, mas é bem possível que sejamos tementes ao H1N1, sigla que no momento em que escrevo essa peça me remete visualmente ao IN-RI na plaqueta pendurada sobre a figura de Jesus crucificado. Curioso.</p>
<p>Voltemos ao temor, dessa vez ao uso mais corrente que geralmente se coloca junto à locução a Deus. Essa expressão aparece centenas de vezes nos textos sagrados do cristianismo em português. Me é difícil falar sobre com seriam os originais em grego, hebraico ou que seja, mas especulo que o mesmo ocorra nos textos do judaísmo e do Islã. É uma palavra bem apropriada. Teme-se a Deus por der esta uma figura de poder além de qualquer capacidade humana de medição, senhor do destino último do humano.</p>
<p>Como unitário-universalista, eu sou temente a Deus. Contudo é preciso destrinchar meu Deus. Refi-ro-me ao Absoluto transcendente além da definição limitada da linguagem humana que parece man-ter tudo o que vemos, sentimos, experienciamos e somos, coeso, íntegro. Temo esse Deus justamen-te por reconhecer de minha maneira humana minha pequenez diante desse Absoluto. Temo por sa-ber que além de umas poucas pequenas coisas que acontecem em minha vida, mais as escolhas que tomo, não tenho controle de absolutamente nada. É uma coisa assustadora, admitamos.</p>
<p>Contudo, é também uma fonte de maravilhamento (eu adoro esta palavra) inesgotável. Lembro-me de umas férias anos atrás em que viajei para Foz do Iguaçu e visitei as cataratas. Talvez tenha sido um dos momentos mais transcendentes que tive em minha vida, estando diante de algo tão grandio-so. Foi, acredito, o momento em que tive prova empírica de minha pequenez e, a partir de então, meu temor, minha reverência e respeito por esse absoluto transcendente se me fez palpável. Aquelas cataratas se me tornaram ícones. Veículos de uma experiência que liga aspectos de questões origi-nárias e de destino para mim.</p>
<p> A palavra temor, entretanto, parece ter adquirido sentido de medo nas mãos, bocas e entendimento de algumas pessoas que lêem e interpretam as palavras desses livros sagrados. Vejo pessoas temen-do a Deus como crianças diante de um pai vingativo e cruel que não hesitará em castigá-las severa-mente caso o desobedeçam ou o desagradem. A relação que se estabelece com esse Absoluto, a meu ver, é doentia. Não há respeito ou reverência, apenas receio de que a morte venha, ou coisa pior. Tais pessoas estabelecem trilhas para si mesmas de sofrimento subjugadas a uma sombra que as impedem de ver a beleza proporcionada pelo Absoluto. Não me parece que haja maravilhamento nessas vidas.</p>
<p>Nossa mensagem unitário-universalista é de que esse absoluto pode ser visto de uma maneira mais saudável, que permite crescimento do espírito e devemos nos esforçar para que essa mensagem chegue às pessoas.</p>
<p>Retornando ao novo vírus e todo o temor que se espalhou pelas distâncias de nossa pequena esfera azul; parece que essa diminuta ameaça serve para nos lembrar da incontrolabilidade da vida. Nosso respeito pela criatividade do mundo deve ser recolocado em seu devido lugar, de onde foi há algum tempo destituído. Mas não devemos, em hipótese alguma, rendermo-nos. E não iremos, isso é certo. É justamente esse respeito e reverência que nos levarão a superar mais este obstáculo em nosso crescimento.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/36/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=36&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Inverno</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 13:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Ensimesmamento]]></category>
		<category><![CDATA[Interiorização]]></category>
		<category><![CDATA[Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Repouso]]></category>
		<category><![CDATA[Retraimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Já há algum tempo, desde que nos reuníamos no parque, gosto de começar o inverno com um tipo parecido de reflexão, e acho a leitura do livro de Eclesiastes bastante apropriada por falar de tempos para tudo em nossa vida e o inverno é sem dúvida um tempo consideravelmente importante. Acabamos de celebrar o dia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=34&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já há algum tempo, desde que nos reuníamos no parque, gosto de começar o inverno com um tipo parecido de reflexão, e acho a leitura do livro de Eclesiastes bastante apropriada por falar de tempos para tudo em nossa vida e o inverno é sem dúvida um tempo consideravelmente importante.</p>
<p>Acabamos de celebrar o dia de São João, o batista, que junto a Santo Antônio e São Pedro foram incorporados à um calendário de festas pagãs que exaltavam a fertilidade e a início do verão no hemisfério norte. São João, em especial, sempre teve muito a ver com a <em>boa nova</em> da vinda do messias que mudaria o mundo e os povos não com armas, mas com uma verdade espiritual, se não revolucionária, impossível de ser negligenciada.</p>
<p>A ligação dessa verdade com o início do verão não é difícil de compreender, quando vemos o verão como um tempo em que a natureza deve estar mais ativa e os filhotes concebidos no início da primavera despontam aqui e ali. Como isso fica para nós, abaixo do Equador, que começamos o inverno? Penso que talvez para nós seja até mais revelador.</p>
<p>Talvez vocês possam ver o inverno diferentemente, mas para mim esta estação do ano é o tempo em que tudo se fecha e se interioriza, a fim de suportar um período de escassez. No inverno há um movimento de afastamento da loucura da exterioridade, onde a natureza se guarda. Para mim, esse voltar-se para dentro é justamente do que se trata a mensagem do batista. </p>
<p>Os fiéis de seu tempo viviam uma religião quase que totalmente exteriorizada e cristalizada em rituais vazios de significado, que pareciam resumir-se a pagar taxas e fazer os sacrifícios corretos para garantir-se a prosperidade. A mensagem de João denunciava esse esvaziamento e convocava as pessoas a procurarem o Deus vivo que falaria com elas se quisessem escutá-lo.</p>
<p>Parece que hoje vivemos tempos parecidos com os de João. Em muitos lugares a religião parece compor-se de rituais sem sentido, repetidos mecanicamente e sem reflexão. Somos cercados por teologias diversas que pretendem garantir a felicidade eterna, às vezes nos desresponsabilizando de nossos próprios atos, atribuindo-lhes à outrem, o que deve ter o efeito de eliminar a sensação de peso que carregamos.</p>
<p>Para todos os lados que olhamos, são-nos oferecidas pílulas de felicidade. “Faça isso e seja feliz,” “não olhe para isso, é perda de tempo,” “é errado não estar feliz.” É certo que olhar apenas para nosso próprio umbigo não traz nada de bom. Contudo, quem não olha o próprio umbigo de vez em quando, arrisca pegar uma bela infecção tamanha a quantidade de sujeira que se acumula.</p>
<p>Os sábios do oriente viam no movimento do sol sobre a montanha a metáfora perfeita entre os dois momentos. Um momento de atividade, yang, e um momento de repouso, yin. Weber descreve como esse repouso acabou sendo malvisto tanto pela moral católica quanto pela moral protestante. A mente ociosa é a oficina do diabo, diz um ditado ancestral. O que podemos chamar de moral unitário-universalista talvez nos forneça uma nova perspectiva do tema, restaurando a importância do repouso.</p>
<p>Esta estação de retraimento nos dá uma imensa oportunidade de fazer isso. Para nós, este inverno – e todos os outros, creio – deve ser de interiorização, de introspecção. De olhar para nossa vida e nossos atos humanos neste contexto um tanto caótico em que nos encontramos. Devemos nos desapegar das ilusões às quais nos ligamos por pura falta de reflexão, sempre voltados para o que está fora de nós, desatentos às nossas reais necessidades.</p>
<p>Acho que o mais difícil desse olhar para dentro é confrontar-se com algumas verdades sobre nós mesmos que achamos melhor não vermos. Que achamos melhor que sejam responsabilidade do Inimigo, do Adversário, mas nunca nossas. Essa interiorização nos faz olhar para esse nosso verdadeiro ser que poucas pessoas conhecem, às vezes nem a gente mesmo.</p>
<p>Será que é isso que atemoriza tanto? Ter de olhar para aquele ser soterrado por tantas placas e couraças, e lama e sujeira, quieto e protegido do exterior que pode ser tanto sedutor quanto amedrontador?</p>
<p>Por isso muitas pessoas lutam para estarem sempre ativas, pensando em algo. O silêncio do inverno elicita a voz desse ser que pode muito bem ser aquela voz do divino dentro de nós querendo falar conosco se quisermos escutar. Talvez a <em>boa nova</em> de que precisamos esteja ao alcance de nossos ouvidos. Basta querermos escutá-la.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/34/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=34&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uni-dune-tê</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 13:35:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Arrependimento]]></category>
		<category><![CDATA[Clint Eastwood]]></category>
		<category><![CDATA[Escolha]]></category>

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		<description><![CDATA[“O que nos assombra a mente não é o que fomos forçados a fazer” – Walt Kowalski, interpretado por Clint Eastwood em Gran Torino Deixem-me explicar o contexto onde essas palavras são ditas. O personagem de Eastwood conversa com um padre novato que insiste em que ele confesse por uma promessa que fizera à sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=31&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O que nos assombra a mente não é o que fomos forçados a fazer” – Walt Kowalski, interpretado por Clint Eastwood em Gran Torino</p>
<p>Deixem-me explicar o contexto onde essas palavras são ditas. O personagem de Eastwood conversa com um padre novato que insiste em que ele confesse por uma promessa que fizera à sua paroquiana, a falecida esposa. Eastwood se recusa a confessar-se por não ser religioso, mas principalmente por não acreditar que o jovem padre sabe o suficiente sobre a vida ou a morte para que ele lhe fale sobre isso. Eastwood lhe conta sobre o que fizera na guerra e o padre diz que deve ser muito difícil conviver com as coisas que fora obrigado a fazer quando jovem ao que Eastwood responde aquilo.</p>
<p>Enquanto assistia ao filme fiquei muito impressionado por essa fala. Fica-se especulando ao longo do filme sobre o que o personagem falava. Pensa-se que fala de gostar de ter matado aquelas pessoas e por isso arrependia-se, mas mais tarde descobrimos que não é bem isso. Não direi sobre o que ele falava para não estragar o filme, contudo posso dizer que não se trata de algo tão cruel, mas de coisas às quais qualquer um de nós está sujeito. Não é necessário que sejamos veteranos de guerra para termos assuntos que nos assombrem.</p>
<p>Ele falava de escolhas feitas em seu passado de pai de família, trabalhador, marido, homem. E isso me fez refletir sobre como as escolhas que fazemos podem nos assombrar, nos corroer, fazer com que o amargor tome conta de nossas almas.</p>
<p>Assombrados que somos por essas escolhas, corremos o risco de nos encolher em nossas conchas, envergonhados e ressentidos pelos caminhos que tomamos e pelas pessoas que ferimos. Pessoas que nos queriam bem, em geral, ou precisavam de nós por uma razão ou outra: pais, filhos, amigos, estranhos.</p>
<p>Fazer escolhas é uma coisa muito angustiante em geral. Conheço pessoas que não gostam nem de olhar para o cardápio de um bar sem experienciar um quantum de desespero. Imaginem coisas mais importantes! As coisas que <span style="text-decoration:underline;">vocês</span> acham importantes, não querendo menosprezar o tipo de sanduíche que temos de escolher às vezes.</p>
<p>O problema em fazer escolhas não é decidir o que se quer. Em minha opinião, o problema está, sim, em decidir do que devemos, ou podemos abrir mão para ficar com o que escolhermos. Somos assombrados pelo fantasma da “má escolha” desde o princípio da civilização que conhecemos. Já no livro de gênese (Capítulo 3) somos advertidos que comer da árvore do conhecimento do bem e do mal nos matará, mas escolhemos o conhecimento e fomos expulsos. É uma metáfora maravilhosa para a angústia aterrorizante que é fazer uma escolha. E se formos novamente castigados como o casal que vivia no jardim idílico na constante presença de Deus por comer esse cachorro-quente e não aquele delicioso hambúrguer com queijo?</p>
<p>Toda vez que temos que fazer uma escolha, temos de lidar com a idéia de perder algo. Um estado de acomodação, algo que já temos garantido, um “estado de graça” ou até mesmo perder a possibilidade de ter o que rejeitamos quando escolhemos esse ou aquele caminho.</p>
<p>Mas e a fé com isso? Pode-se dizer, sem muito esforço, que um das qualidades de venda de um ou outro sistema religioso é o fato dele nos fornecer um tipo de esquema sobre como escolher as coisas; talvez não sanduíches (a menos que você seja judeu ou muçulmano e neste caso o pernil está fora do seu rol de opções), mas escolhas <span style="text-decoration:underline;">morais</span>, jeitos de fazer ou lidar com as situações que encontramos aqui e ali.</p>
<p>Ter esse tipo de esquema alivia um bocado o fardo de ter de escolher o que fazer diante de opções conflitantes: “Eu estou com muita raiva dela por ter traído meu amigo, mas o cara é um canalha às vezes. O que fazer? Bom, o Deus dos meus pais e dos pais dos meus pais diz que ela deve ser apedrejada até a morte. Parece bom pra mim.”</p>
<p>É, eu também acho que há algo bastante errado nisso. Claro que estou sendo um pouco hiperbólico aqui, mas creio que meu ponto deve estar bastante claro. Há um problema nesses sistemas religiosos que regem nossas vidas: eles podem nos fazer abdicar de nossas consciências. É muito mais fácil seguir o que diz a regra e lavar as mãos como fez Pilatos.</p>
<p>Talvez esse seja um dos problemas com o Unitário-Universalismo. Não é fácil ser um unitário-universalista por que não há um manual que dite: aja assim aqui, aja assado ali, não se meta com aquilo, destrua aquilo outro&#8230;</p>
<p>Se alguém em nossa comunidade um dia me perguntar: “Edgar, o que o O-que-quer-que-seja-que –está-acima-de-minha-compreensão me manda fazer nessa situação?” creio que possa ficar um tanto desanimado quando eu o chamar para conversar sobre o que ele acredita ser certo fazer, e quais as consequências de fazer o que acha certo fazer, e por aí vai. Ou talvez seja justamente essa pletora de possibilidades que o tenha trazido à nossa comunidade.</p>
<p>De qualquer maneira, lidar com o luto que perpassa todo tipo de escolha sempre foi, é e continuará sendo difícil. Conviver com a consciência de uma “má escolha” é, em muitos casos, morte em vida; principalmente quando sentimos que não há como reparar esse vaso que quebramos, ou fechar a proverbial caixa que liberou os males no mundo. Por isso eu procuro me convencer, algumas vezes com mais sucesso que outras, que não há “boas escolhas” ou “más escolhas” mas, sim, “escolhas possíveis.” Isso torna lidar com o luto e, por conseguinte, com as consequências desta ou daquela escolha um pouco mais fácil (mas não tanto).</p>
<p>Voltando ao nosso casal feliz que teve de tirar o sustento de seu suor depois da escolha que fez, gosto bastante do jeito que o psicólogo Erich Fromm olha para o incidente. Para ele, essa escolha marcou nosso primeiro ato de desobediência e nos possibilitou crescer. Com nossa mal criação nos vimos obrigados a avançar ou morrer e, no fundo, a vida é sobre isso. Escolher é avançar e deixar as barras da saia de nossa querida mãe para trás. Às vezes as coisas não são tão suaves mas, ei, não é para ser.</p>
<p>E nosso personagem de Gran Torino? Acho que talvez se tivesse enfrentado seus fantasmas um pouco mais cedo teria percebido que, às vezes, um vaso quebrado ainda pode ser reparado e conter uma bela flor.</p>
<p>Se alguém precisar de cola, podemos ajudar.</p>
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		<title>Alforria da Alma</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 12:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[Alforria]]></category>
		<category><![CDATA[Celebração]]></category>
		<category><![CDATA[Datas Comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mês celebramos uma data extremamente significativa na breve história deste povo brasileiro: celebramos em 13 de maio o aniversário da Abolição da Escravatura no Brasil através da famosa Lei Áurea, assinada em 1888 pela Princesa Isabel, regente interina do então, não sei se posso cha-má-lo assim, Império Brasileiro. Demorei vários anos para compreender por que a lei que abolia o uso de escravos no Brasil se cha-mava Áurea. Não sabia que áureo tinha a ver com ouro, mas então na segunda ou terceira série qualquer coisa que a professora dissesse estava bom. Em retrospecto, me parece que áureo é um adjetivo bastante apropriado para o ato que “libertou” (as aspas são bastante propositais) os escra-vos em nosso país, já que podemos pensar na lei como um primeiro passo para a re-significação do negro no Brasil, instaurando um embrião de respeito que ainda se desenvolveria através dos anos, e ainda se desenvolve, rumo à completa aceitação do negro como ser humano de status social efeti-vamente igual ao do branco. Minha constatação de que esse movimento de re-significação ainda se desenvolve dá-se pela simples possibilidade – ainda que ultrajante – de que ainda precisemos cons-truir um discurso como esse. O Brasil, se bem me lembro das aulas de História da Tia Clotilde, foi um dos últimos a abolir o uso de escravos, senão o último. E não sou ingênuo o bastante para acreditar que isso se deu apenas numa canetada regencial motivada pela bem-aventurança e enternecimento de Isabel pela “causa” dos escravos. Apesar de ter ouvido ultimamente que documentos de então, descobertos recentemen-te, mostrariam um engajamento da princesa com movimentos abolicionistas, meu ceticismo me faz crer que a assinatura de tal decreto só se deu por uma insustentabilidade da manutenção do regime existente. Economicamente já não era vantajoso. Tanto é assim que logo veríamos o início dos pro-cessos de imigração européia para preencher o vácuo deixado pelos escravos que deixavam as la-vouras. O negro era agora não ainda um embrião de gente, mas uma ferramenta quebrada, e ainda levaria muito tempo para começar a sair dessa posição. De qualquer maneira, acho que o tema da escravidão é bastante profícuo e há tempos esperava a-bordá-lo. Não gostaria de falar sobre o trabalho escravo (que é diferente da escravidão em si, no sentido de possuir-se, literalmente, um ser humano como ferramenta de trabalho), já que entraría-mos em questões mais políticas que espirituais, mas gostaria de chamar seu olhar para a escravidão espiritual. Percebo que a escravidão da alma está disseminada por todo o lugar que olhamos. E, do jeito que vejo, somos tanto escravos quanto escravisadores (ou escravagistas, que seja) em diversos sentidos. Somos escravos, se não de pessoas, de expectativas, de desejos, de ideologias, de necessidades nos-sas e de outros, que nos foram e nos são incutidas em todos os níveis de discurso e ação em que estamos envolvidos. Criamos e/ou construímos visões de como as coisas deveriam ser e mobilizamos todos os recursos de que dispomos, sejam eles materiais ou psíquicos, para garantir que se concretizem. Sofremos terrivelmente quando sentimos que não estamos nos dedicando o suficiente a esses nossos senhores – somos escravos leais – ou quando percebemos que a materialização desses nossos senhores em nossas vidas concretas nos escapa. A força que esses senhores têm sobre nós por vezes nos faz es-cravizar outras pessoas, que sentimos ser não mais que meras ferramentas e não gente, como eram vistos os escravos de outrora. Esses senhores, quase sempre invisíveis, nos fazem ferramentas e nos vemos submetidos a seus caprichos achando que nós os governamos. Chamamos-lhes objetivos de vida, metas de carreira, aspirações, desejos&#8230; e deixamos que sejam maiores que nossa vida e nosso viver. Vejo gente que definha como um escravo, forçada a trabalhar horas a fio enquanto é a açoitada inclemente por coi-sas que parecem, para essa gente, as mais normais do mundo. Não raro ideais que construímos nos deixam cegos para o que está literalmente às nossas fuças, não nos deixam perceber, notar, a gran-diosidade da vida que nos cerca exigindo nossa total obediência e atenção. Não digo que não seja bom ter objetivos em nosso caminho. Saber onde queremos chegar é bastante útil se queremos saber como chegar. Contudo, a vigilância deve ser exercida para evitar-se que es-ses objetivos nos ceguem para o que verdadeiramente somos e queremos: ser livres e ser vivos, cada um defina isso como bem entender. A questão que fica é como decretar alforria desses senhores impiedosos que marcam nossa pele com suas exigências nefastas? O que tem funcionado para mim é aprender a questionar o que acre-dito que quero ou penso acreditar, a fim de manter uma luz, como a chama viva em nossa presença, que possa guiar-me em momentos de cegueira. Acrescente a isso manter-se aberto ao que as pessoas que te bem-querem tem a dizer. Em momentos de tribulação são essas as pessoas que podem lhe estender a corda que te falta para sair do lamaçal.</p>
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		<title>Darwin e a Filosofia</title>
		<link>http://unitariouniversalismo.wordpress.com/2009/02/28/darwin-e-a-filosofia/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 01:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos de Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Francisco Borba Ribeiro Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo &#8211; 26/02/09 A OBRA de Darwin é um marco do pensamento humano. Mas seu verdadeiro impacto muitas vezes sé perde na polêmica estéril entre fundamentalismo e cientificismo. Para o cristianismo, a teoria da evolução mostrou os limites de uma interpretação literal da Bíblia (abrindo espaço para a hermenêutica contemporânea dos textos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=26&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Folha de São Paulo &#8211; 26/02/09</p>
<p class="MsoNormal">A OBRA de Darwin é um marco do pensamento humano. Mas seu verdadeiro impacto muitas vezes sé perde na polêmica estéril entre fundamentalismo e cientificismo. Para o cristianismo, a teoria da evolução mostrou os limites de uma interpretação literal da Bíblia (abrindo espaço para a hermenêutica contemporânea dos textos bíblicos) e de um &#8220;deus das lacunas&#8221;, invocado para explicar, de forma quase mágica, as lacunas em nosso conhecimento sobre a realidade (&#8220;Deus quis&#8230;&#8221;, &#8220;Deus fez?). Por essa razão, evidencia-se a necessidade de a reflexão religiosa dialogar com o conhecimento científico éde a relação entre o cristianismo e a ciência não poder se orientar pelo fundamentalismo.</p>
<p class="MsoNormal">Mas Deus, por definição, é um ser que está fora do âmbito da investigação científica. Diante da seleção natural, pode-se dizer: &#8220;É evidente que somos obra do acaso&#8221; ou &#8220;Que mecanismo maravilhoso Deus utilizou para nos fazer!&#8221;. Esperar que a ciência diga qual a frase correta é cientificismo —uso inadequado e desmedido dos resultados do método científico.</p>
<p class="MsoNormal">A grande questão com que a teoria da seleção natural sempre nos desafiou é saber até que ponto o homem racional, que se declara capaz de se autoconstruir pela cultura e pelo livre-arbítrio, é descrito e definido pelo bicho-homem, que, se esconde nos subterrâneos do inconsciente e que pode estar nos guiando em uni processo determinado por genes e pressões seletivas.</p>
<p class="MsoNormal">Trata-se de um problema crucial, numa época em que ocorre uma naturalização da moral, a qual procura validar toda tendência instintiva, desde que não afete a individualidade do outro, enquanto a capacidade de autoconstrução da pessoa justifica o descolamento entre condutas e dados biológicos —como na discussão sobre &#8220;gênero&#8221; e &#8220;sexo&#8221;.</p>
<p class="MsoNormal">O debate sobre a aplicabilidade ou não dos princípios da seleção natural ao ser humano levou muitas vezes a resultados que hoje parecem risíveis. Por exemplo, explicar as desigualdades sociais dizendo que os &#8220;mais aptos&#8221; enriquecem e que os &#8220;Menos aptos&#8221; vivem na penúria (antessala da eliminação por seleção natural); ou utilizar a forma do crânio para a identificação de criminosos potenciais. Teorias como essas subestimavam o peso da história e da cultura e não se sustentaram diante de pesquisas mais precisas.</p>
<p class="MsoNormal">Contado, ciências como a sociobiologia e a neuropsicologia continuam acumulando evidências da impossibilidade de nos descolarmos de nossa biologia e de nossa evolução. Mesmo o amor mais sublime ou o mais elevado altruísmo, para se fixarem como comportamentos humanos, tiveram de se tornar viáveis para a sobrevivência do homem primitivo e permanecem provocando reações fisiológicas passíveis de serem analisadas em laboratório. Até que ponto essas descobertas podem ser usadas para orientar as condutas humanas?</p>
<p class="MsoNormal">Nos mamíferos, por exemplo, o processo reprodutivo, com a gestação intrauterina e a necessidade de cuida-. dos relativamente intensos com a prole, levou à seleção de machos que&#8217; produzem um número elevado de espermatozóides, que frequentemente fecundam muitas fêmeas e que têm o vigor físico necessário à proteção e à alimentação das fêmeas e suas proles. Já as fêmeas produzem poucos óvulos e desenvolvem características que lhes permitem maximizar sua capacidade de gerar e nutrir a prole.</p>
<p class="MsoNormal">Esses dados são comuns a grande parte dos mamíferos e se aplicam à espécie humana, mas&#8217;poucas pessoas os utilizariam como justificativa pára o machismo e &#8216;a opressão da mulher. Contudo, até que ponto podem explicar diferenças comportamentais entre os sexos? E, se explicam, que consequências isso traz para a ética e para a moral?</p>
<p class="MsoNormal">As respostas a essas perguntas não podem ser encontradas nas ciências. Elas exigem uma reflexão sobre o significado da vida humana, sobre a busca de realização dos desejos mais profundos do nosso coração. Não se trata de pieguice ou de abstrações. Darwin, querendo ou não, mostrou que a religiosidade moderna não podia ser fun-damentalista, mas devia se abrir aos desafios da razão. No entanto, também lançou os pilares para perguntas que a ciência não pode responder e que nos obrigam a enfrentar questões seculares da filosofia e da teologia.</p>
<p class="MsoNormal">Francisco Borba Ribeiro Neto &#8211; biólogo e sociólogo, coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP</p>
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		<title>Como a Ciência Nos Desaponta</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 00:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
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		<category><![CDATA[Bill Allin]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência Promissória]]></category>
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		<category><![CDATA[Santa Sophia]]></category>

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		<description><![CDATA[  texto originalmente publicado em 27 de Janeiro de 2009 em http://tiabuilder.wordpress.com/2009/01/27/how-science-lets-us-down por Bill Allin &#8211; Tradução de Edgar Bittner Silva O propósito da ação é dar condições à filosofia de continuar, por que se os homens são reduzidos ao material somente, eles se tornam não mais que bestas. - Santa Sophia, Roma do séc. II, cujas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=22&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal">texto originalmente publicado em 27 de Janeiro de 2009 em <a href="http://tiabuilder.wordpress.com/2009/01/27/how-science-lets-us-down/" target="_blank">http://tiabuilder.wordpress.com/2009/01/27/how-science-lets-us-down</a> por Bill Allin &#8211; Tradução de Edgar Bittner Silva</p>
<p class="MsoNormal">O propósito da ação é dar condições à filosofia de continuar, por que se os homens são reduzidos ao material somente, eles se tornam não mais que bestas.</p>
<p class="MsoNormal">- <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sophia_the_Martyr" target="_blank">Santa Sophia</a>, Roma do séc. II, cujas filhas Fé (Pistis), Esperança (Elpis) e Amor (Agape) foram massacradas em frente da mãe por sua devoção a seu Deus.</p>
<p class="MsoNormal">O Emperador romano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hadriano" target="_blank">Hadriano</a> fez com que as filhas de Sophia fossem cortadas, esticadas e finalmente decaptadas e queimadas para que renunciassem a suas crenças, tudo em frente da mãe. Como não podia pensar em castigo pior para Sophia que viver o resto da vida sabendo que suas únicas crianças haviam morrido mortes horríveis, ele a poupou. Ela recolheu os corpos de suas filhas, os enterrou e morreu três dias depois.</p>
<p class="MsoNormal">Foram elas todas mártires? Foram elas todas estúpidas em morrer antes de sua hora ao invés de dizer as palavras que Hadriano queria (mesmo que blasfemas já que ele queria que o reconhecessem como seu deus)? </p>
<p class="MsoNormal">No século 21 acabamos por respeitar a ciência mais que em qualquer tempo no passado. A ciência originalmente era um meio pelo qual os humanos podia melhor entender as obras de Deus. Contudo a ciência ganhou tal poder e autoridade sobre suas respectivas culturas que agora vê a si mesma como um tipo de deus.</p>
<p class="MsoNormal">Nada que não possa ser manipulado pelo Homem or racionalizado como tendo origem de acordo com a ordem natural existe, de acordo com a visão materialista. Não pode haver Deus por que ninguém pode provar a existência de Deus, ninguém pode manipular Deus. Assim sendo, os deuses das religiões populares de hoje podem ser exibidos como invenções humanas ou itens de segunda mão de religiões pagãs anteriores.</p>
<p class="MsoNormal">Mesmo assim, materialistas não podem explicar os sonhos em termos que não façam os sonhadores parecerem insanos à noite. Não podem explicar as visões que pessoas têm, ou buscas visionárias (<em>vision quests</em>) que mudam a vida de pessoas. Eles não podem explicar a PES (percepção extra-sensorial). Não podem explicar como pacientes que estão legalmente mortos em uma mesa cirúrgica podem ter experiências fora do corpo onde podem mais tarde descrever exatamente o que ocorria na sala de cirurgia até que os cirurgiões reavivassem seus corações, cérebros e outros órgãos. </p>
<p class="MsoNormal">Os materialistas não podem explicar o si-mesmo (<em>self</em>) ou a mente de um jeito que não nos faça parecer formas avançadas de cachorros ou golfinhos.</p>
<p class="MsoNormal">Resumindo, se os materialistas não conseguem cercar um conceito em suas mentes de um jeito que possam explicá-lo em termos humanos, eles negam sua existência. Eles esperam que nossa realidade seja limitada pelo perímetro de suas mentes. Ou deveria dizer cérebro por quê não acreditam na mente como sendo algo separado do cérebro.</p>
<p class="MsoNormal">Como isso dialoga com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fisica_quantica" target="_blank">física quântica</a> onde uma partícula pode estar em dois lugares num só momento, onde de fato se você procurar por ela em um desses lugares ela estará automaticamente no outro? Como explicam que uma linha reta só é a menor distância entre dois pontos em uma escala global, não numa escala universal onde tempo e espaço se dobram, onde podem até sobrepor-se um no outro?</p>
<p class="MsoNormal">Dimensões múltiplas, eles dizem. Podemos apenas detectar quatro dimensões, mas a teoria das cordas estipula que todo esse mistério só faz sentido se aceitarmos que a realidade tem onze dimensões. A ciência nos pede para acreditar que um dia mostrará que todo o mistério da física, do espaço maior que imaginamos e menor que imaginamos serão explicados e comprovados como verdades.<span>  </span>É a chamada Ciência Promissória. A ciência promete que irá comprovar esses mistérios um dia. Ao mesmo tempo a ciência nega que Deus ou qualquer outro mistério que não consiga explicar, fenômenos e experiências que vocês e eu podemos ter tantas vezes em nossas vidas, serão algum dia explicados por que eles simplesmente não existem. A Ciência diz que devemos acreditar em suas promessas, não nas promessas dos não-cientistas.</p>
<p class="MsoNormal">Como a ciência diz que inventamos essas coisas? Está tudo em nossas mentes.</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Ah, peraí! Eles não acreditam em mente. </span>Está tudo em nosso cérebro. </p>
<p class="MsoNormal">Mas símios, golfinhos, lobos e muitos outros animais têm cérebros similares aos nossos, alguns até maiores que os nossos, contudo eles não parecem ter essas experiências sobrenaturais. Se um cérebro pode criat fantasias, não deveria um cérebro sofisticado como o de um golfinho ou um chimpanzé ser apto a fazer o mesmo? </p>
<p class="MsoNormal">Até agora, só humanos mostraram ter experiências extra-sensoriais. Isso pode ser facilmente explicado pela coexistência de ambos cérebro e mente. Mas cientistas materialistas não conseguem pegar o conceito de mete por quê é muito difícil de estudar. Ela nega que a mente exista, em muitos casos. Não são eles, apesar dos protestos, o que Santa Sofia chamou de “não mais que bestas?”</p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-US">Bill Allin<br />
</span><span lang="EN-US"><span> </span></span><a href="http://billallin.com/"><span lang="EN-US">http://billallin.com</span></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/22/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=22&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ouvindo a Deus</title>
		<link>http://unitariouniversalismo.wordpress.com/2009/02/25/ouvindo-a-deus/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 02:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos Traduzidos]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Allin]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Oração]]></category>

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		<description><![CDATA[Originalmente publicado em http://tiabuilder.wordpress.com/2008/04/06/listening-for-god/ “O nível mais elevado de oração é a oração por nada. É um silêncio grave e profundo, no qual permitimos a nós mesmo ficar parados e conhecê-lo. Naquele silêncio, somos mudados. Somos acalmados. Somos iluminados.” – Marianne Williamson, autora inspiracional e palestrante (1952 &#8211; ) Em minha experiência, a oração é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=20&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Originalmente publicado em <a href="http://tiabuilder.wordpress.com/2008/04/06/listening-for-god/" target="_blank">http://tiabuilder.wordpress.com/2008/04/06/listening-for-god/</a></p>
<p><em> “O nível mais elevado de oração é a oração por nada. É um silêncio grave e profundo, no qual permitimos a nós mesmo ficar parados e conhecê-lo. Naquele silêncio, somos mudados. Somos acalmados. Somos iluminados.” </em> – <strong>Marianne Williamson</strong>, autora inspiracional e palestrante (1952 &#8211; )</p>
<p>Em minha experiência, a oração é um mistério para a maioria das pessoas. Muitos sabem por que oram e seus objetivos ao fazê-lo, mas não sabem o que esperar em retorno.</p>
<p>Um bom amigo, um Cristão com crenças fundamentalistas, alega que devemos orar por coisas, quer sejam coisas que queiramos receber ou eventos que queiramos que ocorram. Recobrando os muitos anos em que o conheço, ele pode estar certo. Ele parece ter recebido o que pediu.</p>
<p>Eu não peço nada quando oro. Eu oro, como Marianne Williamson faz, em grave e profundo silêncio. Eu não falo. Eu ouço.</p>
<p>Ouvir pode ser a mais subvalorizada habilidade humana. Como não leio rápido, tendo uma deficiência no processamento de informação em meu cérebro, eu aprendo tanto quanto posso ouvindo outros que sabem.</p>
<p>As pessoas gostam de ser ouvidas. Se eu pareço estar absorvendo o que elas dizem e continuo a prestar atenção enquanto falam, elas pensam que eu sou um cara legal, alguém que vale a pena conhecer.</p>
<p>As pessoas perguntam coisas penetrantes como se  Deus realmente existe? O que Deus pode fazer por mim? Por que estou aqui? Qual é minha missão na vida? Como pode haver um Deus quando coisas tão más acontecem no mundo?</p>
<p>Elas perguntam. Elas perguntam. Elas perguntam. Mas não ouvem as respostas.</p>
<p>A Biblia diz que Deus criou a humanidade à sua imagem. Seria mais certo dizer que a humanidade criou seu Deus à sua imagem. Tem mais, seu Deus raramente faz o que ela lhe manda fazer. O que é o porquê dele desapontar tanta gente.</p>
<p>Se Deus é um ser etéreo, composto de algo que não é nem matéria nem energia, como podemos esperar que Deus se comunique conosco? Poderia ele se comunicar em palavras, como alguns dizem? Não costumamos dizer que pessoas que ouvem vozes em suas cabeças têm distúrbios psiquiátricos? Ou só é um problema mental quando as vozes não vêm de Deus?</p>
<p>Faz sentido que Deus só possa se comunicar conosco de uma maneira que seja diferente do jeito como nosso companheiro humano conversa conosco. Se ele se comunicasse conosco da mesma maneira que outras pessoas, ele seria certamente um Deus feito pelo homem. Isso não faz sentido, a menos que você seja um líder religioso que quer que outros o sigam por que ele comunga diretamente com a divindade. Tem um monte disso acontecendo por aí.</p>
<p>Faz sentido para mim que se queremos saber o que Deus tem em mente para nós, devemos nos pôr em um contexto que seja natural, não em uma estrutura construída por homens. E devemos abrir nossas mentes para o que o meio natural nos oferece.</p>
<p>Quando faço isso, lavando os efeitos das criações humanas para longe de minha mente, posso respirar com tamanha energia que não posso explicar. O mesmo respirar em casa, numa loja ou igreja é nada mais que um respirar profundamente. Quando o contexto e o ambiente estão certos, eu me torno mais que um indivíduo em cada respirar. Eu me torno parte de um todo universal onde vejo tudo ligado com ligações não-vistas e inexplicáveis. Tudo é uma unidade.</p>
<p>Também sinto um amor diferente de qualquer coisa que já tenha experimentado em outro lugar. Tão abundante é esse amor dentro de mim que eu sinto a necessidade de dividi-lo com outros. Assim como devo me comunicar com outros diferentemente de como faço com Deus, eu o ofereço àqueles que querem dividi-lo comigo. Eu ofereço amor com palavras, mas também com sorrisos e com o toque. Um simples toque, como apertar as mãos ou tocar um ombro ou braço enquanto se fala. Algumas vezes um abraço é o que é necessário. Funciona? Faço diferença em divider meu amor com outros? Eu posso apenas dizer que apenas aqueles que têm seu coração endurecido deixam minha presença sem se sentirem melhores do que quando nos encontramos.</p>
<p>Isso parece razão suficiente como propósito de vida.</p>
<p>Eu faço mais. Eu divido com você, quem eu não posso ver. Eu deixo para você aceitar minha oferenda e aprender como aceitar o amor você mesmo.</p>
<p>Procure por ele em grave e profundo silêncio. Escute. Pode levar algum tempo para você aprender como ouvir. Quando fazê-lo, respire profundamente. Faça de novo e de novo, como desejará. Será excitante, estimulante.</p>
<p>Então divida sua abundância com aqueles que precisam do que não têm.</p>
<p>Bill Allin – 6 de Abril de 2008</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=20&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma Fé Afirmativa</title>
		<link>http://unitariouniversalismo.wordpress.com/2009/02/21/uma-fe-afirmativa/</link>
		<comments>http://unitariouniversalismo.wordpress.com/2009/02/21/uma-fe-afirmativa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 00:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermão]]></category>
		<category><![CDATA[compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostaria de falar hoje de uma coisa que me deixou um tanto ressabiado nas últimas semanas e saber se isso tem alguma ressonância nos corações de vocês. Talvez seja só eu mas acredito piamente que sobre o que falarei hoje depende o caminho que nossa congregação seguirá nos tempos que virão. O que me chamou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=12&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Gostaria de falar hoje de uma coisa que me deixou um tanto ressabiado nas últimas semanas e saber se isso tem alguma ressonância nos corações de vocês. Talvez seja só eu mas acredito piamente que sobre o que falarei hoje depende o caminho que nossa congregação seguirá nos tempos que virão. O que me chamou tanto a atenção nas últimas semanas tem a ver com o aniversário de 200 anos, não sei se de Darwin ou da publicação do ‘Origem das Espécies’ do autor e cientista inglês. </p>
<p class="MsoNormal">Fomos atacados por todos os lados por discussões sobre conflitos entre o evolucionismo e o criacionismo e como as teorias darwinistas atacavam a religião, entre outras coisas. Acho que por razão desse aniversário houve um acirramento de ânimos entre aqueles que crêem, principalmente os cristãos, e os chamados ateus. Por toda a volta na Europa e Estados Unidos parece despontar uma verdadeira guerra “santa” com gente tentando provar que esse ou aquele grupo tem razão. Insistindo em que todos tenham a oportunidade de falar mas como que obrigando que todos tomem uma posição definitiva quanto às questões da fé. Vi fotos de presépios que estampavam também mensagens que sugeriam a inexistência de Deus ou deuses e nesta última sexta-feira vi imagens de propagandas em ônibus londrinos, os famosos double-decker, um com um banner que dizia “Provavelmente não existe Deus. Aproveite a vida” e outro, rebatendo dizia “Deus com certeza existe. Aproveite a vida.” Ter o direito de defender sua fé parece ter se tornado ter o direito de destruir a fé do outro. Eu vejo algo de muito errado nisso. </p>
<p class="MsoNormal">Mas o que isso tem a ver conosco? É verdade que ainda não vejo esse tipo de manifestação em nossas terras, e oro para que não veja, mas eu vejo um pouco dessa atitude em nós; nessa congregação à qual me dirijo hoje. Vocês podem se perguntar o que quero dizer com isso ou onde vejo isso. Vou tentar mostrar a vocês de onde tirei essa idéia. </p>
<p class="MsoNormal">Tentem voltar à cerimônias anteriores em suas mentes. Quantas vezes nossas discussões estavam carregadas com expressões como “<em>eles preferem não qualquer coisa</em>” ou “<em>eles acham que qualquer coisa</em>” ou ainda algo como “<em>é mais fácil isso e aquilo.</em>” Não acredito que seja a melhor maneira de pensarmos enquanto unitário-universalistas.</p>
<p class="MsoNormal">Vejam bem, um dos princípios de nossa fé está na busca livre e responsável de sentido para a vida que temos aqui. Isso implica dizer que devemos, enquanto unitário-universalistas, defender o direito de outrem de buscar um sentido para sua vida como bem lhe entenda, mesmo que esse caminho esteja ligado à uma prática que não nos é cara, como claramente é o neopentecostalismo para dar nome aos bois. A memória e a falta de acesso ao livro me impede de ser exato mas em minha leitura de A Chosen Faith uma passagem me ficou gravada na mente; nela contava-se uma anedota de um monge que, nos primórdios do unitarismo – ou do universalismo – em que as crenças desse monge eram atacadas por um outro que dizia que morreria para provar que ele estava errado. O monge unitarista, ou universalista, dizia em resposta que morreria para que o monge que discordava dele tivesse o direito de morrer para provar que ele estava errado.</p>
<p class="MsoNormal">Claro que é um tanto exagerado chegar a esse ponto, mas creio que ilustra meu ponto. Nossa fé unitário-universalista não deve ser construída como uma negação. Não devemos dizer que somos aquilo que os outros não são, ou que não somos aquilo que os outros são – diferença mínima mas importante, me parece. Quando dizemos isso estamos afirmando que eles estão completamente errados. Estão errados em acreditar que Deus salvará suas almas e errados em acreditar que os pecadores serão condenados no dia do juízo. Quem somos nós para fazer tal afirmação?</p>
<p class="MsoNormal">Penso que devamos construir nossa fé como uma afirmação da possibilidade. Dizer que pensamos diferente não quer dizer que os outros estejam errados. Apenas que pensamos diferente. Não acreditar em danação não quer dizer que saibamos que ela não exista. Ela apenas não faz sentido para nós. Lembrem-se que a nossa é uma fé de perguntas e não de respostas, por mais angustiante que isso possa ser, o caminho que trilhamos é longo e sem um destino definido. A máxima que diz que não se pode chegar a lugar algum sem saber onde se quer chegar, a meu ver, não se aplica a nós. Nós gostamos de apreciar a paisagem. Ela é mais importante que nosso destino no final das contas. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/unitariouniversalismo.wordpress.com/12/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=12&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Nossa primeira cerimônia no mundo lá fora</title>
		<link>http://unitariouniversalismo.wordpress.com/2009/02/20/nossa-primeira-cerimonia-no-mundo-la-fora/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 23:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vonbittner</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[cerimônia]]></category>

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		<description><![CDATA[Queria dizer algumas palavras sobre o a cerimônia da qual participamos no último domingo. Acredito que estamos todos muito contentes com a felicidade de nosso amigo Bruno em seu casamento e, também, com a excelente notícia de sua nova posição como professor no Mato Grosso. Sei que como eu, vocês amam aquela pessoa como a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=unitariouniversalismo.wordpress.com&amp;blog=6355331&amp;post=10&amp;subd=unitariouniversalismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Queria dizer algumas palavras sobre o a cerimônia da qual participamos no último domingo. Acredito que estamos todos muito contentes com a felicidade de nosso amigo Bruno em seu casamento e, também, com a excelente notícia de sua nova posição como professor no Mato Grosso. Sei que como eu, vocês amam aquela pessoa como a irmão e esperam que todos os seus sonhos se tornem realidade. </p>
<p class="MsoNormal">Qual a importância daquela cerimônia para nossa congregação? <span> </span>Bom, uma é certa: pusemos a cabeça para fora de nossa toca como aquela marmota do filme e vimos nossa sombra. Quer dizer, vimos que somos reais de alguma forma e notamos que nossa pequena presença tem efeito no ambiente em que estamos, já que recebi a notícia pelo Bruno que muitos ficaram interessados em saber que fé, ordem, ou o que seja era a nossa e quem era aquela pessoa realizando a cerimônia. Não posso negar que fiquei francamente lisonjeado e aquilo me encheu de esperança que possamos crescer além dos muros dessa pequena e aconchegante garagem em que nos reunimos com alguma freqüência. Contudo, não sou ingênuo o suficiente para crer que esse crescimento se dará com celeridade. Precisamos nos esforçar para que este sonho que começou anos atrás com Paulo Ereno e cujo estandarte foi erguido com tanta coragem por nosso querido Bruno, que continuará a fazê-lo em seu novo lar – e que seja um lar – e cuja chama continuará acesa conosco.</p>
<p class="MsoNormal">A cerimônia do casamento de Bruno e e Milene marcou para nós o momento em que nos mostramos à comunidade como uma alternativa viável aos caminhos que encontramos com maior facilidade. O comentário de Mônica, que disse ter sido o primeiro casamento no qual concordava com tudo o que era dito é sem dúvida significativo no sentido em que reflete as crenças que trouxemos conosco e que construímos nesse breve período juntos.</p>
<p class="MsoNormal">Espero que nesse período como ministro dessa comunidade continue podendo falar a seus corações tanto quanto ouvir seus corações, podendo assim corresponder à suas ânsias nesse papel que assumo.</p>
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